Arquivo de Julho 3rd, 2008
Filipe Nunes Vicente, O Mar Salgado
«MEDINA CARREIRA: Ontem, na SIC-N, disse que já pagamos anualmente 1000 milhões de euros por causa das SCUT, de juros bonificados e ainda uns trocos em falta dos estádios do EURO-2004. Disse também que o investimento privado nas tais obras públicas não é de borla: não há almoços grátis. O investimento feito pelo estado já se sabe quem vai pagar. Medina Carreira disse também uma coisa óbvia: não é vergonha parar para pensar.
Os ressabiados ( que apoiavam Menezes ou detestam Rio) elogiam subitamente Sócrates: todo ele é arte é engenho. Faz parte do jogo e é perfeitamente compreensível mesmo que em alguns casos seja cómico.
Uma coisa é certa: se as condições se deteriorarem e péssimas opções forem tomadas, os iluminados que as defendem hoje não estarão cá amanhã para prestar contas. É sempre assim.»
é certo
é certo que enquanto via aquela pequena luz por cima do teu pescoço até pensei em pequenas coisas; pequeníssimas coisas que o olhar não desiste de inventar; vi a tua veia, essa saliente na tua fronte, a jorrar, como um comboio na estação de chegada, numa torrente desenfreada, ao princípio, e aos poucos refreando-se, chegando ao fim, refreando-se, gota-a-gota, deixa sair o último passageiro, o último embaraço de vida, apenas com uma luz por cima do teu pescoço, deitado, com a minha mão no teu pescoço, suavemente moldando as tuas formas, primeiro desajeitadamente, depois desejadamente, mentindo o meu corpo por entre o teu respirar, doce. é certo…
A ver. Até ao fim.
