encontrei o teu sorriso, num ambiente escuro. parecia brilhante. enquanto o teu corpo se apoiava no meu dizendo «que bom encontrar-te». encontrei o teu sorriso, numa madrugada qualquer, entre duas rodadas e uma vida, dizendo, gritando diria melhor, que a música estava alta, bem alta, gritando «que bom encontrar-te». encontrei o teu sorriso, adormecido num sofá estrangeiro, de uma marca branca, para contrastar com o teu corpo, moreno, sublinhando todas as formas de uma noite serena, e eu, sorridente, sussurrei baixinho, «que bom encontrar-te».
Arquivo de Julho 30th, 2008
30
Jul
08
que bom encontrar-te
30
Jul
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Esta repentina fome
Há frase que têm beleza por si. Não há ciência. Apenas estética. Não tratamos de sociologia, que as fomes sobrevoam os números, sublinham os papéis escritos de palavras redondas, redondas como o zero. Zero e adiante que o mais que temos a dizer é que a beleza se inscreve no pequeno buraco entre duas letras, como dois amigos conversando sobre o que os faz feliz. Há belez nas palavras para lá de toda a ilusão: é um caminho que se faz sem regresso: quando lá se chega, chegou-se ao fim.
