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Arquivo de Setembro, 2008
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Ler os outros: Mário Crespo
No JN, Mário Crespo (sobre as casas arrendadas pelas Câmaras… Ler artigo todo. Fica aqui apenas o final): «Não se pode aceitar que esta comunidade de pedintes influentes se continue a acoitar no argumento de que habita as fracções de património público “legalmente”. Em essência nada distingue os extorsionistas profissionais dos bairros sociais das Quintas da Fonte dos oportunistas políticos que de suplicância em suplicância chegaram às Quintas do Lambert. São a mesma gente. Só moram em quintas diferentes. Por esse país fora.»
Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa
Twitter kingzinho :)
Aqui.
humor: a crise dos bancos
Via Blogtailors: «A última pesquisa sobre questões relativas à leitura – Retratos da Leitura no Brasil – realizada pelo IBOPE a partir de encomenda feita ´pelo Instituto Pró-Livro revela a necessidade de o segmento escolar ser alvo de um trabalho profundo para transformar os professores em professores-leitores. Somente assim teremos a possibilidade de esses professores-leitores formarem alunos-leitores, cidadãos leitores, sujeitos críticos.»
«Sujeitos críticos» é de facto o chave nesta questão. É que aqui se jogam (quase) todas as facetas públicas de um indivíduo. Na verdade, sem esta aprendizagem da leitura como Liberdade (frente até aos próprios preconceitos) de nada valem computadores, planos de leitura, etc., etc. O poder sempre quererá maus leitores. Pois isso significa fracos críticos. O poder sempre quererá que as leituras condizentes com o poder se propagem. Que as outras nunca. Um leitor livre, é, por natureza crítico. Não por ser destrutivo, mas porque o seu olhar está mais, por assim dizer, rasgado, abrange mais (quer no passado, quer até nas possibilidades do futuro). O poder, na maior parte das vezes, é um mau-leitor.
Por isso, queremos (devemos querer) uma escola/universidade que não seja a pura reprodução do poder. Antes a Liberdade ante o poder (que por natureza democrática é instável). A escola, a universidade com maioria de razão, não podem depender da reprodução das leituras do poder. A realidade lida através do poder não é igual a uma realidade lida através da liberdade de pensar e de pensar sempre mais.
Quando abrimos caminho à reprodução das leituras do poder (qualquer poder), perdemos os «sujeitos críticos». Não fosse a história tão mal sabida, teríamos imensos exemplos de como fomos mais infelizes sempre que deixámos de ser leitores livres, «sujeitos críticos». A escola / a Universidade não devem espelhar nem a sociedade, nem o poder. Devem ser instituições capazes de acreditar que há sempre a possibilidade de melhorar, de crescer, de ler de maneiras diferentes a realidade, com um maior espírito crítico.
Só assim…, diríamos? Não. Não só assim… A história bem nos ensina…(1) Quando chegar a altura, o «sujeito crítico» que não ajudámos a crescer se transformará no «sujeito que já não tem nada a perder». O poder ficará pelo caminho. A escola / a universidade também.
Enquanto isso, andaremos felizes e contentes, esperando que tudo se componha, como que por milagre. Mas não se esqueçam os que têm o poder de mudar: serão eles os visados quando o tempo chegar.
(1) Há uma espécie de amnésia controlada nas sociedades europeias do seu próprio sofrimento. Porquê?
Dis lui toi
abriu-se a estrada,
nas paredes desta casa,
preta e redonda
- ? -
deixo que qualquer dúvida instale um coração no meu peito
Il y a
Dans mes refus de dire je t’aime
Plus d’amour que dans les poèmes
Et que dans tous ces mots-là…
Si tu vois,
Flotter une larme bohème
Dans les yeux, mon cœur s’y promène
C’est qu’alors je pense à toi
C’est comme ça,
Le bonheur n’est pas géomètre
J’ai pas de plans à te soumettre,
Je sais pas le faire marcher droit
M’en veux pas
Si je ne peux rien te promettre
C’est que je voudrais tout peut-être
Et ça ne me suffirait pas
Pas à pas
Je parle à tâtons et j’effleure
Tous ces mots qui reprennent couleur
Quand je les pose sur toi
Et je vois
Les rêves qui hésitent encore
Prendre la forme de ton corps
Et je souris malgré moi
Jusque-là
J’croyais à peu près me connaître
J’ai tout jeté par ta fenêtre
Pour mieux m’apprendre dans tes bras
M’en veux pas
Si je ne sais rien te promettre
À part dans ces phrases muettes
Que je vagabonde sur toi
Laisse-moi le temps de t’aimer sans penser au-delà
Tu me souris et tu te tais, mais tu ne comprends pas…
Laisse-moi, le temps de trouver l’empreinte pour mes pas
À force de t’avoir cherchée, j’ai un peu peur de moi
Peur de moi…
Est-ce que ce n’est pas autre chose
Tu m’apprivoises et je dépose
Mes ombres fanées derrière moi
Peur de quoi
Peur de l’avenir qui se glisse
Entre ma peau et mes caprices
Quand je me perds au bord de toi
Peur de quoi
Tout simplement de reconnaître
Que tout est là, dans ces peut-être
Qui me chavirent autour de toi
Peur de moi…
Il n’y a rien d’autre à comprendre
Toi tu voulais des mots plus tendres,
Et moi… Je te parle de moi
Il y a
Dans mes refus de dire je t’aime
Plus d’amour que dans les poèmes
Et que dans tous ces mots-là…
Et que dans tous ces mots-là…

