na sequência de post anteriores (este, este, este, e este) surgiu uma outra resposta, curiosa de uma aluno de direito: Escola e Saberes é o título. Lê-se aqui. O autor Tiago Ramalho. Argumentos para uma discussão. Talvez mais tarde… talvez.
Esta discussão fez-me lembrar uma outra coisa que escrevi em 2006. Sobre livros, universidade, conhecimento… pode ler aqui. Fica um bocadito, talvez essencial para perceber o meu ponto:
«Estamos já há décadas a formar pessoas que, apesar de licenciadas, são iletradas. E são essas que, mal preparadas, com processos cognitivos muitas vezes deficientes para falar quanto mais para ensinar, são essas, dizia, que ensinam a próxima geração. Com a agravante que essa nova geração mudou os processos cognitivos assentes sobretudo em imagens, e imagens em movimento, em redes, hiperlinks, onde o espaço e o tempo se aniquilam cada vez mais. Não nos parece que a geração que ensina esteja a conquistá-los para um espaço – que era o espaço principal de educação ainda não há cinquenta anos – a saber, o espaço da leitura, que complementará os processos cognitivos que a nova sociedade cibercultural já apresenta. O livro não é o objectivo por si. O objectivo é a transmissão do conhecimento e o aumento das capacidades de cada um se poder relacionar com o mundo de uma maneira melhor. «Mais conhecimento, maior liberdade», é a máxima que devemos utilizar. A verdadeira revolução que precisamos fazer é essa. Aí atingiremos a inovação, as novas ideias, até os novos produtos que podem revolucionar o mundo.»
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