Arquivo de Setembro 17th, 2008

17
Set
08

Texas – Summer Sun

Im tired of telling the story
Tired of telling it your way
Yeh I know what I saw
I know that I found the floor

Before you take my heart, reconsider
Before you take my heart, reconsider
Ive opened the door
Ive opened the door

Here comes the summers sun
He burns my skin
I ache again
Im over you

I thought I had a dream to hold
Maybe that has gone
Your hands reach out and touch me still
But this feels so wrong

Before you take my heart, reconsider
Before you take my heart, reconsider
Ive opened the door
Ive opened the door

Here comes the summers sun
He burns my skin
I ache again
Im over you

Before you take my heart, reconsider
Before you take my heart, reconsider
Ive opened the door
Ive opened the door

Here comes the summers sun
He burns my skin
I ache again
Im over you

Here comes the winters rain
To cleanse my skin
I wake again
Im over you

Here comes the summers sun
He burns my skin
I ache again
Im over you

Here comes the winters rain
To cleanse my skin
I wake again
Im over you

Im over you

17
Set
08

assim é que é… a educação em Portugal…

Bom… já nada me espanta… Se algo mostra bem que a esperança no sistema de ensino deve ser nula é uma notícia como esta:

«Os alunos que esta segunda-feira começaram o 7º ano de escolaridade na escola básica 2,3 de Manhente, concelho de Barcelos, foram recebidos com uma novidade: poderão passar para o 8º ano com cinco negativas desde que duas delas não sejam Português e Matemática.

A norma não é ilegal. O despacho normativo nº 50/2005 – já aprovado na gestão de Maria de Lurdes Rodrigues – dá autonomia aos Conselhos de Turma e Pedagógicos para aprovarem as transições.

As retenções devem “constituir uma medida pedagógica de última instância, numa lógica de ciclo e de nível de ensino, depois de esgotado o recurso a actividades de recuperação desenvolvidas ao nível da turma e da escola” – lê-se no segundo parágrafo do despacho. E é este o princípio que a escola de Manhente diz seguir, apostando numa estratégia para combater o abandono e insucesso escolar no 7º ano – o primeiro do 3º ciclo, onde se verificam os piores resultados e que se têm vindo a agravar nos últimos anos, explicou ao JN o presidente do Conselho Executivo do agrupamento, Joaquim Filho.

O director explicita: «Não significa que todos os alunos com cinco negativas transitem de ano. Cada caso é um caso” e terá de ser devidamente fundamentado pelo Conselho de Turma do aluno ao Conselho Pedagógico. O objectivo, insistiu, é que o aluno seja avaliado pelo ciclo de ensino e não por um ano. Ou seja, se o Conselho de Turma considerar que determinado aluno tem condições para, no final do ciclo, possuir os conhecimentos para passar para o secundário deve apostar na sua transição. “É isso que, no fundo, acontece no 1º ciclo”, argumenta.»

E sublinha: «Joaquim Filho considera o currículo do 3º ciclo “demasiado pesado” e defende a sua reestruturação. Os alunos transitam do 6º ano (2º ciclo) e ficam “com 13 a 15 disciplinas”. E, nesse sentido, cinco negativas “não é excessivo”, considera. Ainda por cima, insiste, a “experiência de anos recentes revela que alunos, que por vezes, transitam nessas condições, no 8º ano, mais velhos um ano, com programas de acompanhamento ou tutorias, deixam de ter problemas na transição”.»

Ora bem… ficamos a saber que cinco negativas não é excessivo… bolas… uma já era um sarilho em casa… quanto mais cinco… enfim… sinais dos tempos… Mas está tudo bem… De uns alunos para os outros já se ouve dizer: «Porreiro, pá!». Vejo já no horizonte manifestações escolares para esta medida ser alargada a todas as escolas para ser verdadeiramente democrática e tornar justa a avaliação. 

Se já andamos a (mal)formar, porque não começar a passar aos 8 valores? Enfim… já não há pachorra…

 

No Norteamos, Pedro Menezes Simões, sobre este tema: «Uma escola em Barcelos, ao permitir a passagem de ano a alunos com 5 negativas, está a passar a todos os alunos as mensagens de que não é importante estudar e a de que estudar não tem qualquer relação com a progressão de ano.

Suspeito que o objectivo desta medida não seja reduzir o abandono e insucesso escolar, mas retirar rapidamente do sistema alunos incómodos, que contribuem para piorar as estatísticas e custam bastante dinheiro ao Estado*, e que dariam muito trabalho aos professores que os acompanham…

Assim, a medida que supostamente pretende reduzir o abandono e insucesso escolar poderá tornar-se a principal causa desses fenómenos: se não é importante estudar, os alunos abandonarão a escola; se estudar não tem relação com a progressão de ano, os alunos abandonarão o estudo. É uma reacção normal dos alunos. Afinal, a escola também já os tinha decidido abandonar.

* que crescentemente se demite da sua função social. A escola pública deveria servir para promover o desenvolvimento e a igualdade de oportunidades. Ao ignorar a importância do mérito, compromete ambas.»




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