«As “marcas” que o eng. Sócrates me deixou, a mim e a milhões de portugueses, são para ele provas da gloriosa coragem que o levou à redução do défice e à reforma da segurança social. Como o fracasso da economia é com certeza para ele um enorme azar e para mim um enorme sarilho. Ou como a concentração do poder policial num funcionário dependente do primeiro-ministro é para ele necessariamente um alívio e para mim necessariamente uma inquietação. Não admira que, do meu pequeno canto, me sinta num Portugal mais triste, mais pobre e, principalmente, sem saída e o eng. Sócrates ande por aí a gozar a mudança, a riqueza e a força de um país que não existe fora da sua inventiva cabeça.»
Vasco Pulido Valente, Público, 21.09.2008
