Arquivo de Outubro, 2008

30
Out
08

(série gestão) onde é que eu já vi isto – Dilbert

27
Out
08

Estado em Pessoa

«O Estado é simplesmente a maneira de a Nação se administrar: rigorosamente, não é uma coisa, mas um processo.»

Fernando Pessoa – Contra Salazar. Coimbra: Angelus Novus, 2008, p. 118.

26
Out
08

Magalhães…

Mário Lino dixit: Um computador adulto e amadurecido

Eles andam a gozar… cá para mim, à noite, eles juntam-se a rir dizendo: e viste como eles engoliram quando eu disse que o Magalhães era adulto? 

Não há pachorra mesmo…

A ver aqui.

25
Out
08

scout niblett – kiss

A kiss could’ve killed me
If it were not for the rain
A kiss could’ve killed me
Baby if it were not for the rain
And I had a feeling it was coming on
I felt it coming
For so long.
If I’m to be the fool
Then so it be.
This fool can die now
With a heart that’s soaked
How
How had it coming
For so long.
And darling take my hand
And lead me through the door
Let’s kidnap each other
And start singing our song
My heart is charged now
Oh, it’s dancing in my chest
And I fly when I walk now
From the spell in that kiss.
Cause I…
It could’ve
It could’ve killed me x2
If not for the rain.
Oh darling let me dream
Cause somewhere inside me
I have been waiting
So patiently
For you.
So don’t you cry.
Don’t break my dream.
Let the rain exalt us
As the night draws in.
Winds howl around us
As we begin.
What a way to start a fire
Broken with the break of day
A kiss could have killed me
If it were not for rain.
I have a feeling it’s coming on.
I felt it coming on
for so long.
And it could’ve
It could’ve killed me.
If it were not for the rain.

(via Conspiração às sete)

25
Out
08

os obrigatórios mais um cego que é de Landim

Como qualquer bom (lol) aluno português encorajei em mim uma espécie de fobia pelos autores obrigatórios. De facto, enquanto os estudava li muito pouco autores portugueses. Eça, por exemplo, era o meu exemplo preferido: como conseguir tirar óptimas notas sem nunca ter posto olhos num único texto de Eça? E, acreditem, era possível… demasiado possível. (Mais tarde tive a possibilidade de ter nas minhas mãos, de mexer, de ler e reler um manuscrito do mesmo Eça. O papel. A maneira como o cortava. A caligrafia. As revisões. As notas. O texto. O deciframento do texto. Experiências únicas…)

Dos livros que eram obrigatórios lembro-me de ler dois: um, livrou-me das entediantes aulas de introdução ao direito. Numa edição de bolso muito antiga e muito bonita. Capa dura. Não a tenho aqui e não me lembro de quem era a edição.

O outro livro foi O amor de perdição do Camilo. Para dizer a verdade não me deixou grande marca. Fiquei-me pela leitura. Nada de mais. 

Mais tarde, numa daquelas decisões inesperadas, peguei no Camilo outra vez, naquela célebre colecção do Anibal Pinto de Castro editada pelo Círculo de Leitores. Aí… foi amor à segunda leitura. Tínhamos em casa não sei quantos volumes dessa colecção. Foram todos de seguida. O Portugal que ele me contava era muito próximo do que eu conhecia. Esse Portugal interior onde tudo é faca e alguidar, não necessariamente por esta ordem. 

Lembrei-me destas coisas porque nestas últimas insónias peguei no novo livro que a Alma Azul editou. Precisamente O cego de Landim. Uma edição de bolso, que se lê de uma penada, que nos mostra a riqueza de um texto em português. Nos dias que correm parece que escrevemos com muito menos vocabulário, e quantas vezes com palavras fora do sítio. Quando vejo a maneira como se escreve humor em português comparado com alguns grandes textos britânicos (Monty Python por exemplo, ou Fry & Laurie) sinto que há algo que nos escapa. Que há algo que não aproveitamos da nossa língua.

Se uma língua mostra o mundo que vivemos, então, tenho pena de o dizer, o português está a tornar-se uma língua de um mundo já meio morto. Já não escrevemos tão bem como escreviamos há um século atrás. Certo que temos menos tempo. Mas não deixa de ser certo, também, que temos menos competência, e isto num mundo que acha a competência como um dos valores essenciais para vencer no mundo…

Contradições… que até um cego consegue ver.

(agradeço à minha amiga Elsa Ligeiro a oferta deste livro)

24
Out
08

a ouvir e a ver

Governo Sombra na tsf, aqui.

Os Contemporâneos, aqui.

24
Out
08

os católicos não têm piada nenhuma

Cada vez mais me espanta o quadradismo de algumas pessoas. Num acesso de brilhantismo os Gato Fedorento fizeram talvez a melhor sátira ao Magalhães e a sua melhor sátira no último, vamos lá, ano (talvez mais). Depois temos isto:

Claro, todos temos direito à opinião e quem não gostou deve manifestar, ou não ver. Agora abrir um processo??? Patetas… depois queixam-se. 
Haja paciência…
23
Out
08

convite: conhecer um outro Pessoa

Dia 25 de Outubro, às 18horas António Arnaut apresenta o livro do anti-salazarista Fernando Pessoa. Uma faceta a descobrir. É na livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra.

De caminho comprem uns livritos. Pode ser que precisemos aprender como ser contra.

:P

21
Out
08

propaganda ao futebol na RTP

ora aí está qq coisa bem feita

21
Out
08

sem título

ilumina-te o traço

toda a tristeza

um pequeno lamento

tanto basta

para que a estrada caia




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